Um vídeo vale mais que mil palavras

Nill Cavalcante

Ano passado, a convite de uma amiga que tinha feito Pós comigo, ministrei uma palestra sobre Inbound Marketing para um grupo de fornecedores da Bayer.

A audiência era formada, sobretudo, por profissionais responsáveis pela comunicação e marketing de suas empresas e tinham a difícil missão de comunicar as variáveis do agronegócio, como a produção de insumos agrícolas, por exemplo. Mesmo sem tanto conhecimento sobre o tema, me surpreendeu a participação e o anseio de cada um em debater as novas tendências da comunicação e as melhores práticas, que levariam para seu negócio buscando o diferencial competitivo e resultados.

Entre tópicos como conceitos de inbound, funil de vendas, landing pages, mídias sociais e como produzir conteúdo relevante, um dos slides trouxe uma informação que surpreendeu os participantes: em 2020, 82% de todo o tráfego da internet será gerado por vídeos e poderá até ultrapassar o da TV tradicional. Ou seja, os vídeos ganharam grande importância e papel estratégico na comunicação. Pensar em conteúdos que utilize vídeos deverá fazer parte da rotina de comunicação de toda empresa.

Ao final da palestra, alguns profissionais, ainda espantados com a informação, vieram me questionar sobre essa tendência, pois dificilmente utilizam esse tipo de conteúdo para falar com seu público, além disso me pediram dicas de como abordar temas que não são tão comuns no cotidiano de forma a engajar e reter seu público de interesse.

Hoje, tomei conhecimento de uma pesquisa que só reforçou ainda mais o consumo e a importância dos vídeos. Trata-se do relatório da Pesquisa Vídeo Viewers, feita pelo Google/Youtube em parceria com o Instituto Provokers. O material, prato cheio para quem gosta de números e dados, apresenta o comportamento do público brasileiro em relação aos vídeos e a maneira do público de assistí-los. Esta é a quarta edição da pesquisa que traz informações interessantes sobre as transformações da forma com que o público consome vídeos no Brasil.

O crescimento do consumo de vídeo é latente, dos entrevistados nessa pesquisa 86% dos entrevistados assistem vídeos pela web e pela primeira em quatro anos da pesquisa mais da metade dos entrevistados (56%) afirmam passar mais horas vendo conteúdo em vídeo na web do que assistindo TV. E se levarmos em conta que dificilmente as pessoas realmente prestam atenção na televisão e estão sempre conectadas esses números tomam proporções ainda maiores.

Diante desse realidade como as marcas devem agir? Explorando ainda mais esse tipo de conteúdo. Não basta apenas criar roteiros e divulgar os vídeos, mas entender seu público e o seu comportamento.

Ferramentas de análise de buzz na internet são poderosas aliadas nessa tarefa. E os vídeos devem engajar por meio de não só entreter a audiência. mas também provocar emoções.

O storytelling é uma importante forma de criar uma narrativa que gere empatia e engajamento, se bem trabalhada pode versar a favor da marca, transformando o cliente em um verdadeiro embaixador.

E ai, sua marca já começou a investir em vídeos?

Veja o estudo completo: https://lnkd.in/dvtMuwW

Sobre o Autor
Formado em Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero e Especialista em Assessoria de Comunicação e Mídias Sociais pela Universidade Anhembi Morumbi, profissional com mais de oito anos de mercado na implantação da comunicação organizacional. Expert em relacionamento com o público interno, coordenação e estratégias de criação e comercialização de campanhas em mídias sociais, trade marketing, comunicação externa e inbound marketing. Inúmeros projetos com foco em gestão de canais, organização de eventos, cerimonial e protocolo, relacionamento com stakeholders, além de coordenação de edição de publicações técnicas. Professor convidado do módulo Relações Públicas, Assessoria e Comunicação Interna na Pós Graduação em Gestão da Comunicação Integrada no Senac, também é palestrante.
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